REFLEXÃO DO DIA
sexta-feira, 11 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
A Teoria das Inteligências Múltiplas e suas
implicações para Educação
No início do século XX, as autoridades francesas
solicitaram a Alfredo Binet que criasse um instrumento pelo qual se pudesse
prever quais as crianças que teriam sucesso nos liceus parisenses. O
instrumento criado por Binet testava a habilidade das crianças nas áreas verbal
e lógica, já que os currículos acadêmicos dos liceus enfatizavam, sobretudo o
desenvolvimento da linguagem e da matemática. Este instrumento deu origem ao
primeiro teste de inteligência, desenvolvido por Terman, na Universidade de
Standford, na Califórnia: o Standford-Binet Intelligence Scale.
As pesquisas mais recentes em desenvolvimento
cognitivo e neuropsicologia sugerem que as habilidades cognitivas são bem mais
diferenciadas e mais específicas do que se acreditava (Gardner, I985).
Neurologistas têm documentado que o sistema nervoso humano não é um órgão com
propósito único nem tão pouco é infinitamente plástico. Acredita-se, hoje, que
o sistema nervoso seja altamente diferenciado e que diferentes centros neurais
processem diferentes tipos de informações.
A
Teoria das Inteligências Múltiplas, de Howard Gardner (1985) é uma alternativa
para o conceito de inteligência como uma capacidade inata, geral e única, que
permite aos indivíduos uma performance, maior ou menor, em qualquer área de
atuaçãoe informação ( Gardner, 1987).
Segundo Gardner, é importante que se tire o maior
proveito das habilidades individuais, auxiliando os estudantes a desenvolver
suas capacidades intelectuais, e, para tanto, ao invés de usar a avaliação
apenas como uma maneira de classificar, aprovar ou reprovar os alunos, esta
deve ser usada para informar o aluno sobre a sua capacidade e informar o
professor sobre o quanto está sendo aprendido.
Referências:
1. Blythe, T.; Gardner, H. A school for all intelligences. Educational Leadership,
v.47, n.7, p.33-7, 1990.
2. Gardner, H.; Giftedness: speculation from a biological perspective.
In: Feldman, D.H. Developmental approaches to giftedness and creativity. São
Francisco, 1982. p.47-60.
3. Gardner, H.Frames of mind. New York, Basic Books Inc., 1985.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
A Imagem do
Teatro
1. Teatro, arte visual
Teatro é imagem.
É verdade que não se restringe à imagem. Na sua dimensão plural, corpos fingem, representam um texto, cria-se um espaço de ficção aos olhos dos espectadores. Mas este estudo sublinha o teatro na sua dimensão imagética, o teatro como obra de arte viva de que falava Appia, de espaços e corpos que, postos em cena, não são estranhos aos outros modos de fazer arte no seu tempo.
João Nuno Sales Machado
Centro de Estudos de Teatro (2002)
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